Prazer sexual: você tem direito!

É interessante perceber, em pleno século XXI, que muitas mulheres ainda carregam sobre si o pesado jugo da repressão de sua sexualidade e vivem fadadas a uma vida de desprazer, insatisfação, submissão sexual apegadas a crenças e mitos em torno do sexo.  Essas mulheres estão aprisionadas em seus cárceres emocionais nutrindo sentimento de culpa, frustração, inadequação e incapacidade.

Ao acolhermos atentamente os relatos e queixas das encarceradas que nos procuram com um pedido de ajuda, percebemos a multipluralidade desse grupo: casadas, solteiras, viúvas, jovens, adultas, idosas, brancas, negras, pardas, executivas, empreendedoras, funcionárias públicas, estudantes, graduadas, analfabetas, donas de casa, desempregadas, ricas, classe média, pobres, mães, tias, avós, virgens, abusadas, estupradas… MULHERES!

Há algo de comum entre elas: o sofrimento. Para muitas, silenciar-se e introjetar sua dor e necessidade foi a única forma de subsistir. São sobreviventes carregando preciosos segredos:  fingem orgasmo, submetem-se a práticas sexuais que repudiam, usam o sexo como moeda de troca,  adotam comportamentos promíscuos, fazem sexo por obrigação ou por medo ou por culpa, não sentem desejo sexual ou sentem em demasia, nunca tiveram orgasmo, estão há muito insatisfeitas sexualmente.

Várias situações levam essas mulheres à condição de encarceradas. Contudo, ser livre é possibilidade real  quando essas mulheres se apropriam de seu corpo e se permitem sentir prazer sem culpa ou cobranças.

 

Por: Elaine Barbosa de Lima

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *