Você sabe como se constrói a nossa autoestima?

Sobre autoestima, uma coisa posso lhe dizer: nós não nascemos com ela.

Com o passar do tempo e por meio do contato com nossos pais, cuidadores, irmãos mais velhos e demais familiares fomos recebendo diferentes mensagens a nosso respeito. Essas mensagens certamente influenciaram nossa percepção sobre nós mesmos. É possível que algumas delas apontavam ou reforçavam o que tínhamos de melhor, nossas qualidades. Outras, por sua vez, apontavam ou reforçavam o que tínhamos de ruim, nossos defeitos.

Como nascemos sem uma percepção definida sobre nós mesmos, fomos construindo-a a partir do juízo que os outros faziam de nós. Ao entrarmos na escola, nosso ciclo social se expandiu e outras pessoa passaram a fazer parte de nossa vida e emitiram suas percepções a nosso respeito. Entre elas nossos professores, colegas de escola, funcionários da escola, vizinhos, etc.

Possivelmente fomos julgados diversas vezes por nossos comportamentos, pelo que fazíamos ou deixávamos de fazer e, também, pelo que éramos ou não. Por não possuirmos uma maturidade cognitiva e emocional, absorvemos muitas dessas mensagens a nosso respeito como “verdades” absolutas.

O fato é que o tempo foi passando e não paramos para questionar a veracidade dessas tais “verdades” que sustentam nossa percepção, muitas vezes, distorcida de nós mesmos.

Estas “verdades” podem se manifestar em nosso diálogo interior com frequência e gerar muito sofrimento, como: sentimentos de inadequação, sentimentos de menos valia, insegurança, medo de rejeição, medo de críticas, humor deprimido, ansiedade, culpa, cobranças, comportamentos de autossabotagem, necessidade de controle, entre outros. Viver foi se tornando um fardo e a felicidade um bem inalcançável.

Então, quero lhe propor uma breve reflexão. Tudo o que ouviu a seu respeito, durante sua infância e adolescência, condiz com a pessoa que você é? Você é de fato tudo aquilo que falavam de ruim de você? É possível que se surpreenda com as respostas que você pode encontrar. Sinceramente, torço para que isso aconteça, pois “verdades” absolutas são obsoletas!

Por Elaine Lima – psicóloga – CRP/01-13.665

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